Quando é a hora de parar?

Todo novo aprendizado vem com algumas etapas. A excitação inicial, os desafios da jornada, o esgotamento mental e as conquistas. Eu quero conversar com você sobre esse período de cansaço e como entender que é o momento de parar.

Eu tenho 32 anos, sendo os últimos 5 empreendendo. Entretanto, vim de uma área que é muito bem remunerada e com muitas possibilidades.


Trabalhar com tecnologia nunca foi um desafio impossível de transpor e nunca tive nenhuma crise relacionada ao trabalho em si. Nem nunca precisei levantar a mão para pedir ajuda ou tirar licença médica.


Nos quase 10 anos trabalhando na área de TI eu sempre me colocava a disposição para trabalhar de madrugada ou aos finais de semana. Nunca tive problema com isso e me entregava de verdade. Eu gostava de botar a mão na massa e estar com as pessoas das equipes que eu trabalhei.


Na minha experiência em Chicago nos EUA, eu não só trabalhava das 09h às 18h, como também trabalhava depois do expediente atendendo as equipes asiáticas de países como Tailândia, Cingapura e Malásia.

Eu não chegava a dormir propriamente, pois estava sempre em estado de alerta para resolver as coisas que apareciam.

E elas apareciam.

O resultado disso foi apenas um trauma com os toques de celular de telefones do modelo Blackberry. E ainda bem que eles saíram do mercado.

Muito disso porque eu recebia as ligações de madrugada no telefone da empresa que eu tinha. E essas ligações não eram com notícias boas. Meu cérebro acabou associando automaticamente o som do toque do celular com o senso de urgência.


Mas por que estou te contando tudo isso?


A jornada do aprendizado

Você que está me lendo, muito provavelmente está em busca da sonhada fluência em Inglês, Espanhol, Francês, Italiano ou Alemão.


Todas as escolas e educadores de idiomas estão disponíveis e preparados para te ensinar o idioma com as estruturas gramaticais, vocabulário, exercícios de escrita, leitura e atividades de escuta e fala para trabalhar as 4 habilidades básicas de comunicação do ser humano.


Então você já deve conhecer algumas metodologias e passos de como se tornar fluente.

Mas a questão é: como você se sente hoje com essa quantidade absurda de informação disponível e a pressão por resultados?


"Nossa, mas você ainda não fala Inglês fluente?"

Precisamos conversar sobre esses questionamentos.


Quando começamos com um novo aprendizado, o início é de extrema confiança que "agora vai". Compramos o livro, compramos caderno, caneta, nos preparamos para a "guerra". E ao longo do caminho começam a aparecer alguns desafios.


A minha opinião é que perguntas como eu trouxe mais a cima são totalmente prejudiciais no longo prazo quando são feitas com recorrência e principalmente pelas mesmas pessoas.


Obviamente não estou aqui para dar um diagnóstico sobre saúde mental. Sou apenas um curioso sobre o tema e que trago algumas reflexões totalmente pessoais sobre determinados assuntos.


Não sou o dono da verdade.


Mas desde que comecei a empreender, recebo todo o tipo de questionamento, sugestão e conselho sobre o que devo fazer ou me comportar sobre o meu processo de aprendizado.


E aqui eu quero compartilhar com você que o meu aprendizado não é o Inglês, mas faça as suas adaptações caso esteja aprendendo um idioma e entenda as analogias que vou trazer para você.


Esgotamento mental

Essa semana eu descobri que cansei.


Não cansei de aprender, mas cansei de ouvir as mesmas coisas que eu ouço há 5 anos e que eu já provei para mim que não dão certo de inúmeras maneiras. Talvez você esteja cansado ou cansada de aprender um novo idioma, principalmente se for o mesmo idioma.


Ainda mais se for o Inglês e você está vendo pela milésima vez o verbo to be.

Cansa. Eu sei.

Mas precisamos vencer isso.


No meu caso, eu vejo claramente que ainda não aprendi a dosar e balancear a minha rotina a ponto de não sofrer com as mesmas questões. Eu preciso saber lidar com esse esgotamento mental, esse cansaço, para poder atingir outras habilidades que ainda não desenvolvi.


Não tem como escapar.

O maior aprendizado é aquele que não queremos ver e enfrentar, mas que precisamos vencer.


Eu não sei qual é a sua situação, muito menos o cenário que você vive. Mas você vai precisar superar o verbo to be (qualquer que seja o "verbo" que esteja te cansando).


Esse texto não tem por objetivo dar uma resposta, mas trazer mais perguntas. Perguntas para mim, principalmente.


O que e como você vai lidar com essas situações que vão aparecer pro resto da vida? Se esconder ou enfrentar? Será que o cansaço não está em exatamente ter que fugir?


Você tem a sua batalha interna. E só você sabe o quanto ela dói. Eu te acolho e te abraço nesse momento.


Não desista. Dê alguns passos pra trás, peça ajuda, se afaste e respire. Volte a estudar o verbo to be quando estiver melhor.

Porque a hora que o verbo to be passar, eu tenho certeza que vai ser um alívio gigantesco olhar pra trás e sentir orgulho dessas fases desafiadores que acontecem dentro da sua cabeça.


Quer compartilhar comigo os desafios que passam dentro de você? Se abra aqui e vamos compartilhar alguns momentos e se abraçar virtualmente. O espaço é todo seu!

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